23/03/2010

Zonas Costeiras

A superfície do planeta é maioritariamente mar e a energia mecânca das ondas, das correntes e das marés provocam alterações principalmente nas faixas costeiras das áreas continentais. Podem ser consideradas formas de erosão e formas de deposição.

Do desgaste provocado pelas àguas do mar sobre a costa resultam as formas de erosão, e a este impacto chamamos abrasão marinha.


Arribas

Os efeitos da abrasão são especialmente notórios nas arribsas (costas altas e escarpadas).

A abrasão ocorre na base da arriba escabando-a e mais tarde provoca a queda de detritos que se acumulam em zonas baixas (plataforma de abrasão).



As formas de deposição são consequência da acumulação dos materiais arrancados pelo mar ou transportados pelos rios, quando as condições ambientais são propícias. Resultam desta acção praias ou ilhas-barreiras.

Principal forma de deposição: Transporte marinho e fluvial de materiais, que se depositam aquando de condições ambientais propícias.

Consequências da deposição dos materiais: Praias e Ilhas-Barreiras.


Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Zona_costeira

Ocupação Antrópica

  • Ocupação antrópica.... hum... que será?




    A ocupação antrópica consiste na ocupação de grandes zonas de superfície terrestre pelo Homem com consequentes modificações das paisagens naturais. Esta ocupação de grandes áreas da superfície terrestre por populações humanas desencadeia uma pressão sobre o ambiente que pode criar desequilíbrio nos subsistemas superficiais. Na tentativa de assegurar um processo integrado de organização do espaço biofísico, tendo como objectivo a sua ocupação e transformação de acordo com as capacidades do referido espaço é necessário definir regras de ordenamento de território.






    Denomina-se rede hidrográfica ao conjunto de todos os cursos de água ligados a um rio principal.
    Denomina-se bacia hidrográfica à área do território drenada por uma rede fluvial.



    («0») Factores de risco geológico associados as bacias hidrográficas:
    1. Cheias – aumento do caudal dos cursos de água, com elevação do leito normal e inundação das áreas circunvizinhas.



    («0»)Medidas de prevenção:
    1. Ordenamento e controlo da ocupação humana dos leitos de cheias;
    2. Impedimento de construcções e urbanização das potenciais zonas de cheias.



    Leito Ordinário: Canal fluvial por onde corre agua e são transportados detritos.
    Leito de Cheia: Canal fluvial que, em épocas de cheias, tende a exceder a capacidade de água que pode suportar.
    Leito de Estiagem: Canal fluvial, que em épocas de seca tende a correr a menor quantidade possível de água.






      Os rios desempenham um triplo trabalho geológico, que compreende uma acção de meteorizaçao e erosão, de transporte e de deposição dos materiais ou sedimentos.
      Meteorização e Erosão: O movimento das águas provoca alterações químicas e físicas na rocha – meteorização e á posterior remoção dos detritos da rocha, ou seja, erosão.
      Transporte: Os materiais resultantes da meteorização e removidos pela erosão são transportados pelas correntes do rio.
      Sedimentação: Os detritos transportados vão depositar-se de acordo com a sua densidade, formando sedimentos.





      Barragens:
      Uma barragem é uma barreira artificial, feita em cursos de água para a retenção de grandes quantidades de água.

      Vantagens:
      1. Regularização dos caudais;
      2. Irrigação, abastecimento de água e produção de energia hidroeléctrica;
      3. Actividades turísticas e desportivas;

      Desvantagens:
      1. Acumulação de sedimentos com perda de capacidade de armazenamento;
      2. Redução de detritos no mar;
      3. Problemas de segurança;
      4. Impacto negativo nos ecossistemas aquáticos e terrestres da zona;





      Fontes:
      http://pt.wikipedia.org/wiki/Ocupa%C3%A7%C3%A3o_antr%C3%B3pica
      http://pt.wikipedia.org/wiki/Barragem

      22/03/2010

      Comentário sobre a Visita de Estudo





      No dia 11 de Março de 2010 realizou-se a primeira aula de campo no âmbito da disciplina de biologia e geologia no presente ano lectivo.
      Por volta das sete horas saímos da Escola de Secundária de Fafe. A primeira paragem foi em Arcos de Valdevez com o intuito de observar uma parte da bacia hidrográfica do rio Vez.
      No rio Vez foi possível observar que este encheu á pouco tempo, pois era possível presenciar ainda vestígios dessa mesma cheia (apesar de este no dia da aula de campo se encontrar no leito ordinário). O rio Vez é também possuidor de um leito de cheia (espaço que é inundável em época de cheia), que por sinal é bastante eficaz pois não se viam vestígios da cheia para além desse leito de cheia. Neste mesmo leito de cheia encontravam-se bastantes sedimentos (areias, e outros), que foram transportados pelo aumento do caudal dos cursos de água que teve força suficiente para os trazer até á sua margem.
      Neste mesmo rio, era possível observar o desgaste das rochas do leito provocado pelo efeito de arrastamento dos materiais sólidos transportados, devido á grande maioria das rochas possuir uma forma arredondada.
      Foi possível visualizar também, alguns danos criados pelas cheias, pois devido á força do caudal do rio foram destruídas partes de construções decorativas que se encontravam no leito de cheia.




      A próxima paragem foi em Frades, onde nos foi possível estar em contacto com as zonas afectadas por movimentos em massa. O mais impressionante de tudo foi o facto de passado aproximadamente uma década ainda ser possível localizar o sítio onde ocorreu a derrocada, apesar de hoje já estar praticamente revestida por vegetação não desaparecem os vestígios do desastre na pequena aldeia. Este fenómeno foi devido ao mau ordenamento de território naquela zona, colocando a vida de muitas das pessoas que vivem por perto em risco.
      No entanto, nem tudo é mau e podemos perceber o facto de após o acontecimento, o ordenamento do território ter sido melhorado na região, e ser proibido a construção de habitações na zona que foi considerada como muito perigosa.


      Continuamos então a aula de campo com nova paragem, agora em Serra d´Arga.
      A paisagem apresentava características específicas onde se visualizavam formações graníticas e xistentas que dão vigor e força a uma das mais velas serras portuguesas. A variedade de flora era imensa, a ocupação do território era muito vaga e as habitações no geral eram constituídas por granito. O caos de blocos era algo que não passava despercebido nesta serra, estava fortemente presente a erosão do granito. Mas não só a componente rochosa e florestal tinham relevo mas também vários rios que devido à constituição do solo criavam paisagens encantadoras que maravilhavam os nossos olhos. Depois ficamos a ter o verdadeira noção das dimensões e consequências da extracção mineira que apesar de a lavra estar parada à vários anos os efeitos negativos continuam presentes.


      A aula de campo foi finalizada com a visita a duas praias: a praia de Ofir e Apúlia.
      Em relação à praia de Ofir podemos disser que se gastam milhões de euros em Portugal pois se fazem dos piores erros ambientais e de ordenamento do território. O caso escandaloso de Ofir onde se têm gasto muitos milhares euros do erário público em esporões para segurar 3 monos de betão que já têm as fundações à vista e que reclamam mais um milhão para obras que os aguentem…
      A praia da Apúlia conserva bem as características de uma Paisagem Protegida do Litoral de Esposende. As suas dunas estão cuidadosamente cuidadas e preservadas e são envolvidas totalmente por vegetação natural. Uma imensa extensão de areal combinada com vegetação selvagem. Contem acessos por passadiços de madeira, restauração entre outras infra-estruturas. Registamos nalguns pontos recuos correspondentes a uma perda efectiva do sistema praia-duna e um recuo médio da linha de costa.
      Num comentário final podemos afirmar que foi uma visita bastante interessante e que os objectivos foram cumpridos com sucesso a todos os níveis.


      Já agora quem estiver interessado em algumas fotos da visita aqui ficam....

      http://www.4shared.com/file/247187030/f6284bfc/visita_de_estudo.html é só fazerem o download e descompactar o arquivo

      09/03/2010

      Geologia

      O que é a geologia?
      Muitos pensam que a geologia é o estudo dos "calhaus", "pedras", entres outros nomes que são banais e completamente incorrectos, o termo correcto é rocha ou mineral.

      Mas de facto.....
      Geologia, é a ciência que estuda a Terra, sua composição, estrutura, propriedades físicas, história e os processos que lhe dão forma.

      A Geologia, como ciência, procura decifrar a história geral da Terra, desde o momento de sua formação até o presente; utilizando-se para tanto, das informações físicas, químicas e biológicas contidas nas rochas.



      Fontes:
      http://pt.wikipedia.org/wiki/Geologia

      15/02/2010

      Sistemática dos Seres Vivos



      A sistemática é o ramo da Biologia que se ocupa do estudo das relações evolutivas dos seres vivos e da sua classificação. A sistemática, por vezes, confunde-se com a taxonomia, que é o ramo da Biologia que classifica os seres vivos. A sistemáticaengloba a taxonomia, mas vai além dela, ao fazer o estudo evolutivo dos diferentes grupos, comparando-os - biologia evolutiva. Tem como objectivo criar sistemas de classificação que reflictam a história evolutiva dos grupos e o seu grau de parentesco.

      A Taxonomia organiza os organismos em grupos chamados taxon (plural: taxa),
      enquanto a Sistemática procura descobrir as relações existentes entre eles.
      As bases do sistema de nomenclatura em vigor foram originalmente criadas pelo
      naturalista sueco Carolus Linnaeus (1707-1778), que instituiu a nomenclatural binomial.
      Actualmente, o nome que é atribuído a um dado ser vivo (uma espécie até à altura
      desconhecida, por exemplo) é determinado pelas regras ditadas por convenções
      internacionais como o Código Internacional de Nomenclatura Botânica ou o Código
      Internacional de Nomenclatura Zoológica.

      Regra geral, os seres vivos são classificados em cinco reinos:
      - Reino Monera
      - Reino Protista
      - Reino Fungi
      - Reino Plantae
      - Reino Animalia




      Fontes:
      http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/biologia/biologia_trabalhos/sistematicadosseresvivos.htm

      13/02/2010

      Neodarwinismo

      O desenvolvimento da genética veio preencher as lacunas da Teoria de Darwin que não explicava o aparecimento de variações entre os seres vivos de uma espécie, nem o modo como essas variações eram transmitidas aos descendentes. Com os dados revelados por diversas ciências como genética, paleontologia, embriologia, biogeografia e taxonomia, surgiu a Teoria Sintética da Evolução ou Neodarwinismo, que consiste em:
      - a existência de variabilidade genética nas populações, consideradas como unidades
      evolutivas;
      - a selecção natural como mecanismo principal da evolução;
      - a concepção gradualista que permite explicar que as grandes alterações resultam da acumulação de pequenas modificações que vão ocorrendo ao longo do tempo.

      As fontes de variabilidade das populações são as mutações e a recombinação genica.





      Fontes:
      http://e-portofolio-cat-5.perfect-blog.net/Geologia-b1/Neodarwinismo-b1-p45.htm

      26/01/2010

      Lamarckismo VS Darwinismo


      Teorias Evolucionistas:
      -Lamarckismo;
      -Darwinismo.






      =>Lamarckismo
      Lamarck (1744-1829) propôs o que se considera a primeira teoria explicativa dos mecanismos de evolução dos seres vivos.
      A Teoria de Lamarck baseia-se em dois princípios fundamentais:
      - lei do uso e do desuso –órgãos mais usados pelos seres vivos desenvolvem-se (hipertrofia) e aqueles que não são usados atrofiam; estas alterações conferiam aos seres vivos maior adaptação ao meio;
      - lei da transmissão dos caracteres adquiridos –as modificações adquiridas pelo uso ou desuso, são transmitidas à descendência.

      Segundo Lamarck, a evolução surge como resposta às necessidades dos seres vivos perante o ambiente, no qual estes adquirem ou perdem certas características que irão ser transmitidas à descendência.

      As principais críticas ao Lamarckismo eram:
      - o Lamarckismo atribui intencionalidade aos seres vivos, que desenvolvem um “esforço” de adaptação ao ambiente, em reposta a uma “necessidade”;
      - a lei do uso e desuso não é verdadeira em todas as situações;
      - as características adquiridas, ao longo da vida, por um indivíduo afectam apenas as células somáticas e não o material genético, logo, não se transmitem à descendência.



      =>Darwinismo
      Darwin baseou-se em dados da geologia (uniformitarismo, gradualismo, paleontologia), da biogeografia (por exemplo a distribuição dos Tentilhões nas Galápagos), do Malthusianismo (curvas de crescimento relacionando o crescimento das populações –exponencial -e dos recursos –progressão aritmética), comparação com os resultados da selecção artificial (em pombos).

      Aspectos fundamentais da teoria de Darwin são:
      - as diversas formas de vida surgiram a partir de espécies ancestrais por modificações na descendência;
      - o mecanismo de modificação é a selecção natural, actuando ao longo de grandes períodos de tempo.No que respeita à Teoria de Darwin, pode estabelecer-se o seguinte raciocínio:
      - os seres vivos, mesmo os da mesma espécie, apresentam variações entre si;
      - as populações têm tendência a crescer em progressão geométrica (exponencialmente);
      - o número de indivíduos de uma espécie geralmente não se altera muito de geração em geração;
      - em cada geração uma parte dos indivíduos é naturalmente eliminada porque se estabelece uma “luta pela sobrevivência”, devido à competiçãopelo alimento, refúgio, espaço e capacidade de fuga aos predadores;
      - sobrevivem os indivíduos que estiverem mais bem adaptados, que possuírem as características que lhes conferem qualquer vantagem face aos outros; os menos aptos serão eliminados progressivamente;
      - existe uma selecção natural, processo natural, pelo qual só os seres mais aptos a determinadas condições do meio sobrevivem – “sobrevivência do mais apto”;
      - os indivíduos mais bem adaptados vivem durante mais tempo, reproduzem-se mais, transmitindo as suas características à descendência, ou seja, á uma reprodução diferencial;
      - a acumulação de pequenas variações ao longo do tempo, determina a longo prazo, atransformação e o aparecimento de novas espécies.



      Compração entre Lamarckismo e Darwinismo






      Fontes:
      http://www.mundoeducacao.com.br/biologia/lamarckismo.htm
      http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/biologia/biologia_trabalhos/darwin.htm